"Com 75.000 serviços por ano, a inovação não é opcional".

Lucas Provenza — Fundador y CEO, Grupo Zelo (BR)

Um gigante brasileiro.

No podcast funerário de Vivo Recuerdo, gravado na Funermostra (Valência), o moderador atua como ponte linguística para conversar com Lucas Provenza, fundador e CEO de Grupo Zelo (BR). O diretor visita a feira com uma ideia clara: num grupo que opera em grande escala, a melhoria contínua não é um discurso, é uma necessidade operacional.

Durante a conversa, perfila-se a dimensão do conglomerado: cerca de 250 agências funerárias e mais de vinte cemitérios, com uma atividade anual que ronda dezenas de milhares de serviços. Esse volume, explica o entrevistador, obriga a olhar sempre para a frente, detetar tendências e convertê-las em decisões concretas: processos, instalações, formação e novos serviços que elevem a experiência das famílias enlutadas.

Aprender para voltar.

Provenza destaca especialmente um motivo pelo qual Espanha lhe parece interessante: a formação técnica e a experiência de profissionais especializados, citando como exemplo áreas complexas como a reconstrução facial. O seu objetivo na feira não é apenas «ver stands», mas identificar conhecimentos aplicáveis e alianças possíveis para transladar aprendizagens para o Brasil.

Além disso, conta a sua impressão pessoal de Valência: «senti-me muito bem recebido». Fala da amabilidade, da energia das pessoas e do valor de se encontrar com diferentes atores do setor no mesmo lugar, onde uma conversa pode tornar-se uma solução para o dia a dia.

Setor global.

O encerramento deixa uma ideia de fundo: o setor funerário está a globalizar-se, mas o centro não muda. A ambição empresarial, vem dizer, deve ser acompanhada por uma vocação de cuidado: melhorar para atender melhor, aprender para acompanhar com mais qualidade e respeito. E, com uma piscadela de olho final, o encontro converte-se também em convite: abrir portas, partilhar práticas e construir pontes entre países sem perder o essencial, o acompanhamento humano.