"As famílias movem os cadeirões e reúnem-se em frente ao ecrã."

Fernando Yaybek — Director de operaciones, Grupo Iniciativas Alcaesar

30 anos de evolução.

Na feira de Valência, o podcast de Vivo Recuerdo conversa com Fernando Yaybek, diretor de operações de Grupo Iniciativas Alcaesar, uma companhia da Extremadura com cerca de 60 instalações e quase três décadas de trajetória. Nesse tempo, o sector mudou de forma decisiva: do serviço em casa e hospitais para a consolidação dos tanatórios e salas de velório desde meados dos anos 90. Esse salto obrigou a investir, ampliar equipas e profissionalizar o atendimento para acompanhar as famílias enlutadas durante muitas horas nas instalações.

Para Yaybek, a chave está em manter procedimentos e um modelo de gestão comum, sem perder de vista as particularidades de cada localidade: não é o mesmo um velório numa aldeia de 500 habitantes do que numa população de 90.000, embora «no essencial» procurem o mesmo tratamento.

Inovar com propósito.

Esse olhar explica o porquê Grupo Iniciativas Alcaesar foi dos primeiros a apostar em Vivo Recuerdo e a sua proposta de homenagem digital. Yaybek enquadra-o como uma inovação que agrega valor real, conectada com a forma como a sociedade vive hoje: mais mobilidade, famílias dispersas e menos impressão fotográfica. «Isto pode aproximar aqueles familiares que estão a 10.000 quilómetros», afirma, destacando a possibilidade de participar enviando uma fotografia ou uma mensagem que chega no momento e no local onde se está a velar.

O ecrã une.

A cena que melhor resume o impacto é quotidiana e reveladora: «Vês uma família… à volta do ecrã a partilhar imagens». Aí, conta, a experiência muda: não só despedir, mas homenagear, falar da pessoa, evocar recordações e receber condolências inesperadas, mesmo de alguém com quem se perdeu o contacto há anos.

Na sua reflexão, Yaybek compara esta evolução com o que já existia no setor: do telegrama ao WhatsApp, do livro de assinaturas à compilação num «vídeo livro» com mensagens e fotos significativas. Uma forma de transformar o luto em memória partilhada e de fazer com que a homenagem permaneça.